Indignação (Caso Priscila Aprígio)
Ainda ontem estava vagando pela pluralidade de canais abertos da minha TV, enquanto aguardava um telefonema. Dentre tantas futilidades, despertou-me interesse o programa SuperPop, apresentado pela ex-modelo Luciana Gimenez, que tem como estratégia fazer polêmicas mediante a celebridades.
Nele acontecia uma entrevista com Priscila Aprígio, a menina que há pouco tempo (28/02) fora atingida por uma bala perdida na capital paulistana. Contudo, o que mais deteve a minha atenção foi a maturidade e determinação de uma pré-adolescente consciente do seu estado e exigente do seu direito.
Sua veracidade otimizada contagiou a todos, inclusive a apresentadora que inúmeras vezes se emocionou com o caso. Para mim, a imparcialidade e infeliz pluralidade deste tipo de caso é o que o torna apenas mais um perante a estatística.
A revolta maior é saber que uma menina de 13 anos já tem que encarar a vida e seus problemas com muita crueldade. A mesma afirma ser difícil viver na dependência dos outros. Além de ter abandonado os estudos, já que está morando provisoriamente em um flat, e não há condições físicas nem financeiras para prosseguir com sua vida acadêmica, ela teve que passar
por 4 cirurgias, e mesmo assim o diagnostico não pode ser revertido; estava paraplégica.
Penso na Priscila, mas também em tantas outras pessoas que sofrem com casos semelhantes. Quando se trata de bala perdida sempre há o sensacionalismo, porém ainda não há a uma solução concreta perante as conseqüências deste ato. Afinal, quem irá se responsabilizar pelos danos físicos e psicológicos desta menina?
Logo nem me zanguei pelo telefone não tocar, pois a injustiça que tomava conta da minha mente me fez pensar o por quê reclamar de futilidades. Lembrei-me que este é o futuro da nossa nação, que está em uma busca aflita de um socorro que não vem.
Nele acontecia uma entrevista com Priscila Aprígio, a menina que há pouco tempo (28/02) fora atingida por uma bala perdida na capital paulistana. Contudo, o que mais deteve a minha atenção foi a maturidade e determinação de uma pré-adolescente consciente do seu estado e exigente do seu direito.
Sua veracidade otimizada contagiou a todos, inclusive a apresentadora que inúmeras vezes se emocionou com o caso. Para mim, a imparcialidade e infeliz pluralidade deste tipo de caso é o que o torna apenas mais um perante a estatística.
A revolta maior é saber que uma menina de 13 anos já tem que encarar a vida e seus problemas com muita crueldade. A mesma afirma ser difícil viver na dependência dos outros. Além de ter abandonado os estudos, já que está morando provisoriamente em um flat, e não há condições físicas nem financeiras para prosseguir com sua vida acadêmica, ela teve que passar
por 4 cirurgias, e mesmo assim o diagnostico não pode ser revertido; estava paraplégica.Penso na Priscila, mas também em tantas outras pessoas que sofrem com casos semelhantes. Quando se trata de bala perdida sempre há o sensacionalismo, porém ainda não há a uma solução concreta perante as conseqüências deste ato. Afinal, quem irá se responsabilizar pelos danos físicos e psicológicos desta menina?
Logo nem me zanguei pelo telefone não tocar, pois a injustiça que tomava conta da minha mente me fez pensar o por quê reclamar de futilidades. Lembrei-me que este é o futuro da nossa nação, que está em uma busca aflita de um socorro que não vem.

10 Comments:
Néé..concordo natao.
e lembrei de uma frase mto boa q li uma vez: uma morte é uma tragédia, milhares são apenas uma estatística.
nao foi morte mas vc me entende...rs
eh mta frieza.
bjosss
O sensacionalismo é o que mais me incomoda no jornalismo. Sou estudante de jornalismo, vivo essa rotina todos os dias. Aqueles ideais de imparcialidade, neutralidade e objetividade são impossíveis, pois somos todos subjetivos. Contudo, o sensacionalismo pode e deve ser evitado. Ele é a marca de que o Jornalismo tornou-se um produto.
O caso dessa moça é mesmo triste. Todavia, a mídia trata como um espetáculo. Isso está errado.
Ótimo blog!!
Aposto como a Gimenez disse "Puxa, bala perdida é complicado, né, gente?"
abs
Achar solução e responsáveis?
Tá brincando!?
Isso não existe por aqui.
bjs. ;)
logo após ela ser baleada ouvi pessoas dizendo que ela estava encarando tudo numa boa porque ainda não tinha tido a dimensão do que havia acontecido com ela, que isso só ia acontecer após ela sair do hospital. Acho bacana, então, saber que ela continua com uma atitude positiva e determinada diante das coisas. Eu não seria nada positivo nem determinado.
aliás, digitei meu nome errado... que absurdo...
Parabéns! Você retratou fielmente a forma como a imprensa e a sociedade enxergam esses casos, que infelizmente persistem em nosso Brasil.
Ótimo blog!
O super pop é irritante com o seu sensacionalismo, mas muitas vezes levanta questões polêmicas que fazem a gente refletir um pouco sobre o mundo em que a gente vive, a maneira que a gente leva a vida.
Podemos ver muita coisa inteligente ali, só difícil não ficar irritada com a Gimenez e a maneira que eles enrolam no programa.
Fico sentida pela tragédia que esta garota sofreu.
Muito triste a fatalidade e a revolta realmente nos domina em pensar que não temos como punir os culpados.
EU AMO O IGOR
Olá, Natália! Hoje é aniversário da Priscila e a situação já é outra. Fiz uma pesquisa sobre ela, ela está muito bem e sendo exemplo. Escrevi um post no blog da tvpuc e gostaria que você visse, a história tem um final mais feliz do que seria previsto. Também agradeço pelo seu texto dentre tantos que me ajudaram a conhecer a história dessa menina que se torna símbolo de luta e esperança! Obrigado.
http://tv.pucsp.br/colab/2008/06/09/priscila-aprigio/
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